domingo, 5 de outubro de 2008

Divino

Maior ídolo da história do Palmeiras. Um dos melhores armadores da história do futebol brasileiro.
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O melhor de todos os tempos na posição.Ademir da Guia foi ídolo do alviverde por dezesseis anos.
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Era como se andasse em campo. Mas, quando o atacante pensava que iria chutar livre, lá estava ele. Quando lhe perguntavam o segredo, Domingos da Guia respondia, gozando : - Eu vou pelo atalho ! Frieza. Esta foi apenas uma das facetas que o meia-armador Ademir da Guia herdou do magnífico caráter de seu pai, o Divino Mestre, antigo ídolo do Flamengo. É muito raro o filho de um gênio escapar, sem escoriações generalizadas, da comparação inevitável com o pai, especialmente se escolher a mesma profissão para levar a vida. Ademir da Guia foi uma exceção feliz.

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Crédito : Palestrinos
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Já era comentário, entre a torcida, jogadores e dirigentes, que crescia no Bangu um talento precoce. Assim que este talento se firmou, o Palmeiras foi pescá-lo no Rio de Janeiro, em 1961. E Ademir da Guia virou ídolo do alviverde por dezesseis anos, marcando os anos 60 e 70 com sua classe. Esguio, elegante, carapinha loura . Drible seco, sem firula. Movimentos harmoniosos, passes precisos. Era bom demais vê-lo jogar.
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Quantas vezes, naquelas 666 partidas pelo Palmeiras, ele não emplacou um gol sensacional e voltou na maior discrição ? Muita gente acha que este era o único exagero.
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Ele também concorda : excesso de humildade. Muita gente também confundiu a discrição de Ademir com falta de vibração, assim como sua calma foi confundida com falta de garra.
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Acreditando nisso, o técnico Aimoré Moreira pediu que a diretoria do Palmeiras contratasse outro meia-armador, em 1967."Aqui, o técnico tem toda a liberdade, menos a de ser louco. E querer substituir Ademir é uma loucura." , respondeu Ferrucio Sandoli, diretor de futebol. O técnico Zagalo também trocou as bolas e deixou que Ademir participasse apenas do primeiro tempo da partida Polônia 1 x 0 Brasil , valendo o terceiro lugar da Copa de 1974.
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Crédito : Palestrinos
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Entre muitos títulos, foi bi-campeão Brasileiro em 72 e 73, e campeão paulista em 72, 74 e 76. "Fui diferente dos outros. Aos 20 anos jogava como um veterano, apenas numa faixa do campo.
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Quando cheguei aos 30, corria como um garoto. Mas meu problema foi ser introvertido. Se soubesse falar com as pessoas, talvez conseguisse a Seleção desde 1965. " , confessou Ademir, ao fazer um balanço de sua carreira, encerrada em 14 de Novembro de 1976, aos 34 anos. Nimguém esperava que fosse a última partida dele. Ademir saiu contundido no intervalo de um jogo contra o Corinthians e não voltou mais.
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Clubes: Bangu e Palmeiras.
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Títulos: Campeão Paulista: 1963, 1966, 1972, 1974, 1976; Torneio Rio-São Paulo: 1965; Taça de Prata (Robertão): 1967 e 1969; Campeão Brasileiro: 1967 (Taça Brasil), 1972 e 1973. .

Características: Técnica refinada, inteligência na coordenação das jogadas, precisão nos passes e eficiência nas finalizações. Filho de Domingos da Guia.
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Partidas pela Seleção:13 (9 oficiais)

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