Sociedade Esportiva Palmeiras

Sociedade Esportiva Palmeiras

sábado, 28 de março de 2020

JÁ NÃO SOU O ÚNICO A REIVINDICAR A VOLTA DOS ESTADUAIS FORTES E COMPETITIVOS!

Nação Palestrina.

REPUBLICANDO.

Por Alcides Drummond Observatório Alviverde

Causa-me espanto e perplexidade a rejeição de 99,9999999999 % da crônica esportiva brasileira manter uma postura diametralmente oposta à realização de campeonatos regionais fortes. Atiram contra os próprios pés.

A massa informe os acompanha em um raciocínio equivocado que está levando o futebol brasileiro a uma situação de terra arrasada em que ele sucumbe e definha a olhos vistos, numa suposta autofagia que na realidade é um assassinato e vai se acabando pouco a pouco.

Assim, cidades interioranas, do tamanho e da grandeza de  Rio Preto, Bauru, Prudente e tantas outras, para que nos limitemos apenas ao estado de São Paulo, já não têm mais condições de manter um time de futebol à altura de suas grandeza e importância.

Times da estatura de um América, de um Noroeste, de uma Prudentina de há muito perderam o status, a grandeza e a importância de outras eras e alguns deles já nem existem mais.

O interior sempre foi a razão precípua da força do futebol brasileiro e enquanto abasteceu os clubes da primeira divisão ensejando-lhes "pé de obra" (royalties para Juca Kfoury) fácil e barato, o futebol brasileiro, ainda que ababelado e desorganizado, era o melhor do mundo.

Mas a própria mídia, mormente as de São Paulo e Rio resolveu elitizar o futebol brasileiro e acabar com os estaduais, sob a estúpida alegação da necessidade de equiparar o calendário brasileiro com o europeu.

Equiparar por quê e para quê, se existe uma diferença brutal em relação ao tamanho do Brasil, país de dimensões continentais, aos mini e micros  países europeus, ao clima, aos usos, aos costumes e a tudo mais que queiram?

Isso colide de frente com a realidade, repito, de nosso país de dimensões continentais no qual inexistem capacidades materiais e financeiras para uma integração que possa motivar as cidades interioranas a manter times de futebol à altura de grandeza que ostentam.

Infelizmente a mania de grandeza de alguns cronistas, a submissão à Europa de outros, associadas aos interesses de empresários (infelizmente os atravessadores, hoje, estão legalizados) e, principalmente aos negócios da TV, impede que o futebol brasileiro possa recuperar o viço de outras eras.

A grande questão decorrente de tudo isso é esta: com o desprezo contumaz da grande mídia pelo futebol interiorano, pela ausência de grandes clubes nas cidades de grande e médio porte de nossa hinterlândia, o futebol brasileiro empobreceu e a renovação de valores de virou manga de colete.

Nunca se teve tantos "hermanos" no futebol brasileiro como hoje em dia e com um detalhe muito significativo : se destacam e a cada nova leva de atletas que chega, superando a maior parte dos brasileiros em qualidade.

O interessante e até pitoresco da história é que os técnicos brasileiros que vêm os clubes definhar e o mercado de trabalho encolher para eles e para os atletas, apoiam a elitização e a entrega do futebol brasileiro para a televisão.

Temendo se queimar, nenhum deles ousa levantar a voz contra o absurdo, consagrando assim a tese furada e deletéria dos Juca Kfouri, dos Alberto Helena, dos Flávio Prado, dos Sormani, dos José Trajano ( a saída deste indivíduo da televisão foi uma limpeza  e tanto nas telas de tv) e de tantos outros pioneiros do caos.

Eu, até a semana passada, era um defensor solitário do fortalecimento do futebol interiorano e do retorno dos estaduais cada vez mais fortes, a serem disputados no início de cada ano e com a presença de todos os grandes de cada estado.

A medida, ao mesmo tempo em que robusteceria o futebol interiorano, permitiria aos grandes um lapso de tempo suficiente para que se preparassem para o Brasileiro, mas, antes disso, para a Libertadores, Copa do Brasil e outras competições.

Outra aberração  é a subserviência total dos poucos jornalistas e colegas do interior que conseguiram sobreviver a essa guerra em que as principais vítimas foram as suas cidades, e, por conseguinte, eles próprios.

Antigamente fazer crônica esportiva em Rio Preto, Ribeirão Preto, Bauru, Marília e Prudente e cidades desse porte, proporcionava aos jornalistas a relevância e os salários das grandes capitais.

Mas eles, os jornalistas (maioria plena) acabaram envolvidos pela cantilena vazia e pela absoluta falta de visão de seus colegas da capital e a classe jornalística interiorana, hoje, sem salários e sem emprego, sucumbe a olhos vistos e aqueles que estão em rádio e jornal apenas torcem para seus postos de emprego não irem para o espaço.

O mais interessante dessa história é que quando os mesmos jornalistas que bombardearam o futebol no interior, reduzindo-o a frangalhos visitam essas cidades, são recebidos como gente muito importante e tratados não como fidalgos, mas como  autênticos reis. Ninguém os questiona!

Acho que já disse isto, certa vez, por aqui que " ELES" fazem igual aos peruanos que erigiram uma estátua a Pizarro, o aventureiro espanhol que os destruiu, conquistou e escravizou

Hoje a mídia só fala em globalização, em status, em luxo, facilidade, em TV, em grandeza, nobreza, e, enfim, em altos voos...

Mas essa gente, que nasceu na era das facilidades,  esquece que o futebol proliferou no Brasil. tornou-se  o esporte número um do país e é o maior vencedor de copas  do mundo e  graças aos ´[es descalços, aos campos de terrenos baldios, a outros de fundo de quintal e aqueles da perferia das grandes cidades.

Fui duramente criticado e combatido por minhas ideias que apoiam reconstrução do futebol do interior e preveem a volta dos estaduais saudáveis que permitam jogos dos times do interior contra os grandes, visando a sobrevivência dos mesmos.

Nas poucas vezes em que estive em programas televisivos aqui em BH tanto e quanto nas oportunidades em que escrevi em outros blogs e até quando publiquei matéria congênere neste mesmo espaço fui severamente combatido.

Mas quando Jorge Jesus, respaldado por sua campanha no Fla e por sua vivência e militância no eldorado europeu repetiu este velho escriba em entrevista na Fox,  houve como que um choque nos jornalistas brasileiros.

Ao manifestar-se a respeito na necessidade do Brasil voltar suas vistas para o interior e valorizá-lo cada vez mais, para o proveito e progresso do futebol brasileiro, suas sábias palavras trincaram o monolítico ideário fantasioso da imprensa brasileira que os camisas vermelhas da mídia conseguiram introjetar e incutir na mente de colegas, dirigentes e do próprio mundo do futebol.

Já não estou só no meu desejo da volta do futebol a sua realidade e as suas origens.



Torne-se Sócio Avanti.

Contrato de Adesão ao Programa Avanti.

Plano Verde - 9.99/mês. 

quinta-feira, 5 de março de 2020

Dever fora de casa: Tigre 0 x 2 Palmeiras

Nação Palestrina.

REPUBLICANDO.

Por Mauro Beting


O desempenho recente de 9 vitórias em 12 visitas palmeirenses na Libertadores é impressionante. Claro que depende da qualidade dos rivais, e a do Tigre não é grande coisa, como se vê na segunda divisão argentina, e se viu em Buenos Aires. Mas os resultados são notáveis. Melhores até que alguns desempenhos. Como na justa e boa vitória de estreia.
O Palmeiras começou intenso e querendo ser veloz e ofensivo. Foi mais afobado e errático, abusando das (ótimas) inversões de Felipe Melo desde a zaga e Bruno Henrique desde o meio para Rony. Mas faltava o ritmo e a dinâmica de Ramires para chegar aos três do meio. Que de fato são quatro atacantes de ofício: Dudu muito enfiado por dentro e pela esquerda, Rony espetado por ali, Willian chegando mais por dentro, e Luiz Adriano abrindo espaços com inteligência.
Mas faltava aproximação. Como segue faltando compactação sem a bola antes dos volantes e atrás deles, com a linha de zaga muito afundada. Por ali o Tigre teve até mais chances de gol na primeira etapa equilibrada demais e também sonolenta depois do belo gol de Luiz Adriano, em lance recuperado por Gabriel Menino, aos 14.
No intervalo as coisas ficaram mais claras e bem mais tranquilas com a expulsão correta de Acuña, aos 15. Não deu 10 minutos e Willian marcou belo gol de canhota, em boa jogada de Rony. O Palmeiras então teve mais chances, Luxemburgo mexeu bastante na equipe, e as 7 x 5 oportunidades de gol justificaram o resultado.
Só que ainda não a confiança plena na equipe que vai crescer. Mas ainda não chegou lá.



Torne-se Sócio Avanti.

Contrato de Adesão ao Programa Avanti.

Plano Verde - 9.99/mês. 


domingo, 1 de março de 2020

Haja Paciência.

Nação Palestrina.

Não é necessário dizer que todo treinador precisa de tempo para trabalhar e mostrar resultados, isso é fato !

Mas devido aos fracassos recentes, o torcedor palmeirense está de saco cheio de ter paciência.

Principalmente quando não vemos nenhuma evolução dentro de campo.

Até agora, não consegui ver nada, além do mesmo.

O futebolzinho irregular e que não transmite confiança nenhuma, é o que tem sido a tônica nesse início de trabalho de Vanderlei Luxemburgo em sua volta ao verdão.



O futebol apresentado, até agora, é o famoso oito ou oitenta.

Jogou muito contra o São Paulo, apesar do 0 a 0, jogou nada contra o Santos, apesar do 0 a 0. Os dois clássicos até agora.

Jogou muito contra os fracos times do Ituano e Oeste e não jogou absolutamente nada contra o Bragantino.

Não temos a tão necessária regularidade dos times campeões.

A regularidade do time campeão de 2016 e 2018.

A regularidade do atual Flamengo, gostem ou não é um futebol regular na vitória ou na derrota.

Mesmo sendo início de trabalho, o velho Luxa tem que fazer esse time mostrar algo a mais ou ele não chegará no segundo semestre como treinador do verdão.

Lembrando que temos Libertadores já esta semana, e com certeza o "inicio de trabalho" não servirá como desculpa por um insucesso. 

Não vamos engolir !



Torne-se Sócio Avanti.

Contrato de Adesão ao Programa Avanti.

Plano Verde - 9.99/mês.